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Nom hai fronteiras

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O artigo Nom hai fronteiras foi publicado originalmente no Nós Diario em 10 de fevereiro de 2022 , na versom digital e na versom em papel. ¿Por qué no lo haces en castellano para que lo entienda todo el mundo? Si lo hicieses en español, llegaría a más gente . Conhecedes perfeitamente estas frases, estades afeitas a ouvi-las repetidas como se fossem um mantra. E o curioso é que todas essas persoas que afirmam que o galego limita, paradoxalmente, som as que realmente vivem limitadas polas suas fronteiras. Ponho um exemplo real. Uma persoa cria vídeos para o Tik Tok em galego falando das suas cousas. Alguém deixa um comentário que di: ¿Por qué haces los vídeos en gallego? Si lo hicieses en castellano te entenderíamos todos . Esse todos ao que se está a referir som os 9 milhões de persoas que usam o Tik Tok no Estado. Numa rede social que tem 800 milhões de usuáries de todo o mundo, a persoa que deixa o comentário é incapaz de ver além das fronteiras. O seu mundo é Espanha

...até que só desejas que morra Flanders

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O artigo ...até que só desejas que morra Flanders foi publicado originalmente no Nós Diario em 13 de outubro de 2021 , na versom digital e na versom em papel. Posteriormente, foi republicado no PGL em 19 de outubro de 2021 .     Falar galego é uma esmagadora derrota depois da outra até que só desejas que morra Flanders. A frase dos Simpsons nom era bem assim, mas é um resumo do que temos que aturar as persoas galegofalantes a diário. Comecemos por um exemplo simples, a informática. Compras um computador, um portátil, um telemóvel ou um tablet em qualquer lugar da Galiza. Em que língua está configurado por omissom? Em castelhano, claro. Podes configurá-lo em galego, certamente, mas isso implica começar uma batalha. Tés que saber modificar as opções da língua em cada um dos sistemas operativos, que nom sempre é fácil nem intuitivo. Algumas vezes, mesmo é preciso mudar a língua em vários lugares para que o sistema nom volte ao castelhano à mínima oportunidade. Muita gente galego

Com música de fundo de Linkin Park

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O artigo Com música de fundo de Linkin Park foi publicado originalmente no Nós Diario em 8 de setembro de 2020 , na versom digital e na versom em papel. Posteriormente, foi republicado no PGL em 11 de setembro de 2020 .   Já está, mais um reintegracionista a fazer um artigo incompreensível sobre a língua. Que se o galego internacional che permite falar com milhões de persoas. Que se o galego internacional é o mais coerente com a história da língua. Que se o galego internacional lava mais branco e deixa a tua roupa com aroma de flores. Que léria tenhem. Seguro que mete alguma palavra estranha polo meio, como utente . Ou estagnaçom . Ou focagem . Nom sei, a verdade, porque nom vou ler mais que as primeiras linhas. Isso, se consigo passar do título.  Assim é como vos imagino. Como te imagino a ti, que estás a ler isto. Se é que o estás a ler. Bom, se nom o estás a ler entom imagino-te fazendo algo bem mais produtivo, como limpar o lixo que se mete entre os azulejos da cozinha ou

Fala-lhe galego!

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O artigo Fala-lhe galego! foi publicado originalmente no PGL em 1 de abril de 2019 . Tenho observado em Euskal Herria um comportamento sociolinguístico curioso. Nom digo que seja um comportamento maioritário, nem generalizado, apenas uma tendência subjetiva que vejo na gente do meu redor. A gente adulta fala em euskara às crianças . Vamos ver, a situaçom linguística em Euskal Herria e na Galiza é mui diferente. Elas partem duma porcentagem muito menos de falantes de euskara, e ainda hoje está longe de que toda a populaçom do território seja capaz sequer de entendê-la. As estratégias que funcionam para o euskara nom se adaptam, polo geral, às nossas circunstâncias. Porém, esta tendência em particular pode ser mui útil para o galego. A situaçom que vejo com frequência é a seguinte. Temos uma pessoa adulta castelhanofalante, com um nível de conhecimento básico do euskara e que nom o fala normalmente. Esta pessoa encontra-se com outra pessoa adulta, e estabelecem uma conv

Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas, o Zelda de marca branca

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O artigo Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas, o Zelda de marca branca foi publicado originalmente em Mola! em 14 de março de 2019 . Desde que a Nintendo anunciou o remake do Zelda: Link’s Awakening para a Switch, estou com aquele picorzinho de querer jogar um bom Zelda 2D. O problema é que já passei todos eles, e claro, nom é o mesmo. Entom, que soluçom achei? Pois dar uma oportunidade a um jogo do que tinha ouvido maravilhas mas nunca me sentara a passar, o Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas .

Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte

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O artigo Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte foi publicado originalmente em Mola! em 14 de agosto de 2018 . Há um tempo analisávamos o Sonic Boom: Shattered Crystal , o primeiro jogo da série Sonic Boom para a Nintendo 3DS. Naquela altura falávamos de que, apesar das eivas, nom era um mau jogo... apenas um jogo medíocre. Entom, que é o que acontece com a segunda parte, o Sonic Boom: Fire & Ice? Para explicá-lo, permiti-me usar o conceito síndrome da segunda parte . Nom, nom tem que ver com aquele dito espanhol do "segundas partes nunca fueron buenas", mais bem ao contrário. A síndrome da segunda parte encontramo-la neste jogo, mas também no Sonic 4: Episode II e noutros muitos. Trata-se de sequelas de jogos medíocres que, apesar de serem bons jogos, nom podem com o pesado fardo da primeira parte e falham miseravelmente.

Sonic Boom: Shattered Crystal, um jogo felizmente medíocre

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O artigo Sonic Boom: Shattered Crystal, um jogo felizmente medíocre foi publicado originalmente em Mola! em 6 de agosto de 2018 . Como bem indica o título deste artigo, o Sonic Boom: Shattered Crystal é felizmente medíocre. Porque felizmente? Pois porque o esperável era que fosse umha bosta do tamanho de Pena Trevinca. Mas nom o é. É medíocre! O primeiro que temos que fazer para falar deste jogo é aclarar que nom é um jogo do Sonic. Nom, nom o é, nom te deixes enganar. É outra cousa diferente. E só baixo este pensamento é que podemos redimir o jogo e desfrutá-lo polo que realmente é, um jogo de plataforma e exploraçom para crianças.